Construções à prova do futuro

Todas as infraestruturas são construídas para durarem por um longo tempo. Por meio de um investimento mínimo em manutenção é possível fazer um edifício durar por várias décadas. No entanto, construções à prova do futuro consistem em bens que, com o passar do tempo, continuam sempre a aumentar de valor enquanto acompanham e incorporam as mudanças tecnológicas que ocorrem nas sociedades atuais.

Numa atualidade em que o ambientalismo, a sustentabilidade e a tecnologia têm vindo a ganhar cada vez mais importância, surge esta necessidade de readaptação e reconsideração. É por estas razões que os construtores se vêm obrigados a garantir mais requisitos de saúde, segurança, flexibilidade e baixos custos nas novas infraestruturas. Para construções à prova do futuro, os construtores devem determinar as opções mais vantajosas de forma a garantir que o seu valor aumente com o passar dos anos.

É ainda realidade que alguns projetos de construção de infraestruturas são mais propensos a aumentos de custos e extensão de prazos, o que dificulta e condiciona a quantidade de valor que uma infraestrutura é capaz de proporcionar. Exemplos destes projetos são os túneis, as pontes e as estradas, que devido ao grande número de fatores envolventes tornam-se desafios extremamente complexos de logística e planejamento, dificultando a criação de valor. Sendo assim, podemos notar que a grande dificuldade que envolve a construção de infraestruturas à prova do futuro é equilibrar as necessidades dessa infraestrutura com os atrasos e imprevistos, enquanto a tecnologia e a forma de trabalhar evolui rapidamente.

Várias cidades de todo o mundo, devido à sua natureza mais antiga, contam com várias infraestruturas envelhecidas e deterioradas, impedindo o desenvolvimento de comunidades. Isto porque, essas comunidades dependem de uma infraestrutura construída há quase um século para satisfazer as necessidades atuais. Imagine, por exemplo, um traçado de uma estrada projetada e construída para os veículos existentes na década de 1960.

Têm sido conduzidos grandes esforços para tentar produzir novos modelos que permitam melhorar a forma como construímos para que estejamos melhor adaptados às mudanças que o futuro envolve e na velocidade em que essas mudanças surgem. Isto torna-se especialmente fundamental em países como os EUA devido à grande quantidade de terramotos, fogos florestais, erupções, tempestades e furacões, situações as quais nenhuma infraestrutura envelhecida consegue sustentar por muito tempo.

Sendo assim, ao longo de todo o mundo têm sido grandes os esforços de reconstrução e reforço de infraestruturas de forma a aumentar a resiliência dessas também contra os fatores naturais, os quais se destacam como um dos maiores desafios da atualidade. Sendo o objetivo final salvar vidas construindo infraestruturas com a máxima segurança e resiliência possível. No entanto, antecipar desastres naturais não chega. Também devem ser estudados os impactos das novas tecnologias, as mudanças populacionais e as tendências dentro de cada comunidade.

Em conclusão, devem ser compreendidos quatro fatores de forma a construir uma infraestrutura preparada para os desafios do futuro.

  1. Inicialmente, deverão ser construídas bases de dados de informação relevante para que possam ser analisadas e aplicadas de forma eficaz durante o planejamento.
  2. Em seguida, deverão tentar avaliar ao máximo os custos totais de um projeto, evitando a influência dos custos monetários iniciais.
  3. A seguir, será necessário considerar todos os cenários de desastres naturais possíveis.
  4. Por último, devem ser conduzidos estudos de forma a perceber as soluções mais apropriadas e os casos mais sensíveis e complicados.

Por meio de um acompanhamento adequado e de um planejamento detalhado, será possível garantir edifícios capazes de suportar o peso que a inovação tecnológica e o futuro da humanidade apresentam na atualidade.

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