Construção sem fronteiras

Devido à globalização e ao desenvolvimento das tecnologias de informação, comunicar e negociar com qualquer parte do mundo tem vindo a tornar-se uma realidade cada vez mais comum. Na atualidade, as empresas contam com grande facilidade de expansão para mercados estrangeiros que se destaquem pela lucratividade. Contudo, devido a razões políticas, ainda existem mercados fechados ao exterior. Outros mercados, mesmo abertos, por razões monetárias ou de segurança jurídica não são apelativos à investimentos estrangeiros.

No setor da construção, o conceito de construção sem fronteiras tem evoluído, tornando-se cada vez mais importante. Como as empresas dedicadas à construção trabalham a partir do conceito de projeto são ideais para a expansão global.

Em exemplos como Angola e Moçambique, países ainda em desenvolvimento e os mais promissores na África, o estado e os contribuintes são grandes beneficiadores da expansão das empresas de construção vindas principalmente do Brasil e de Portugal. Ao criarem concorrências públicos e privados internacionais altamente competitivas para construção, permitem o desenvolvimento da infraestrutura do país da forma mais rápida e barata possível, liberando dinheiro dos contribuintes para serem investidos eu outras áreas. Como ainda estão em desenvolvimento, e apesar de serem grandes promessas no futuro, ainda há muitas áreas, como por exemplo educação e saúde, que precisam de melhorias.

A realidade trazida pela globalização nas concorrências da Europa é semelhante. Devido à política de abertura das fronteiras é cada vez mais fácil para as empresas privadas dedicadas à construção internacionalizarem-se dentro da Europa. Contudo, ainda ocorre um certo protecionismo regional, reservando-se em alguns países o mercado para as empresas nacionais. Apesar da internacionalização dentro da Zona do Euro ainda possa não ser adequada para todas as empresas, estima-se que seja um mercado capaz de movimentar 100 bilhões de euros anualmente.

No entanto, podemos notar grandes diferenças de acordo com cada país. Por exemplo, as concorrências públicas na França e na Alemanha são avaliadas quase sempre de acordo com o preço final, enquanto que as concorrências no Reino Unido são avaliadas conforme os fatores qualidade e preço. Mesmo sendo essa uma prática mais usual, cada concorrência é única, e os fatores avaliados são muitas vezes dependentes do escopo da construção. Por exemplo, um projeto para a construção de um edifício administrativo governamental deverá dar mais importância à qualidade oferecida pela empresa, enquanto que na construção residencial é dada mais importância à relação entre preço e qualidade.

Torna-se cada vez mais vantajoso para as empresas dedicadas à construção o desenvolvimento de parcerias comerciais que aumentem a capacidade de competirem num mercado aberto e internacional. Em conclusão, os grandes beneficiadores da construção sem fronteiras não são só as empresas dedicadas à construção. Governos, organizações públicas, ou organizações privadas que abram concorrências internacionais também podem se beneficiar com um mercado aberto, internacional e competitivo. Isto traduz-se em benefícios para ambos os lados, contratantes e contratados.

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